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EFEITO RODA DE CARROÇA ou WAGON-WHEEL EFFECT

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WAGON-WHEEL EFFECT Andrew descreveu este fenômeno como efeito roda, representando a relação entre o torque aplicado pelo fio e a inclinação( angulação). Andrews também enfatizou o 'efeito roda de vagão', em que a angulação era perdida à medida que o torque era adicionado Quando se dá torque palatino de raiz e vestibular de coroa as raízes tendem a ir para a linha média. Quanto mais torque vestibular de coroa tiver mais as raízes vão para linha média. Este é efeito roda de carroça em que numa proporção para cada grau de torque terá 5 graus de angulação da raízes para lingual e linha média(1o-5o). É o mesmo efeito visto nas intrusões de segmento anterior quando as raízes mesializam e as coroas tendem a se separar, causando diastemas por causa da vestibularização e torque das raízes.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MÁ OCLUSÃO DE CLASSE II

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CARACTERÍSTICAS GERAIS DA MÁ OCLUSÃO DE CLASSE II As características oclusais da distoclusão na fase de dentadura decídua incluem plano terminal do segundo molar decíduo em degrau distal, relação distal de canino, overjet aumentado, overbite aumentado. Quanto às características esqueléticas, a maxila é mais estreita na distoclusão, enquanto a largura da mandíbula é normal. Há similaridade no tamanho e nas posições esquelética e dento-alveolar da maxila entre a oclusão normal e a distoclusão. A posição mandibular é mais distal e o comprimento total da mandíbula é menor na distoclusão, os quais se tornam componentes importantes no desenvolvimento desta má oclusão na fase de dentadura decídua. Esta relação mandibular torna-se mais distal com o início da erupção dos primeiros molares permanentes, início da fase de dentadura mista.(Varrela J. Early developmental traits in class II malocclusion. Acta Odontol Scand. 1998; 56: 375-77). Na transição da fase de dentadura decídua ...

MORDIDA CRUZADA FUNCIONAL

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MORDIDA CRUZADA FUNCIONAL  Diagnóstico inicial O paciente, quando observado em norma facial frontal, apresenta assimetria facial por desvio em lateralidade da mandíbula. Ao exame intrabucal em MIH observa-se a presença de mordida cruzada unilateral e desvio de linha média inferior para o lado da mordida cruzada. Devido à memória muscular, geralmente ocorre assimetria mandibular mesmo quando a mandíbula se encontra em posição de repouso. Diagnóstico definitivo Para se obter o diagnóstico definitivo, a mandíbula é manipulada em relação cêntrica, a fim de se observar o relacionamento dentário posterior. O paciente apresenta mordida cruzada funcional quando, em relação cêntrica, não ocorre mais a presença de mordida cruzada posterior, observando-se contato prematuro de algum elemento dentário, geralmente em caninos decíduos. Nos casos de mordida cruzada funcional não ocorre real atresia maxilar, mas somente uma acomodação mandibular para a melhor intercuspidação dentária, c...

TRATAMENTO DE CLASSE II de Angle

TRATAMENTO DE CLASSE II Diagnóstico Clinicamente caracterizada por protusão maxilar ou retrusão mandibular. No entanto, pode ser por excesso maxilar, deficiência mandibular ou ambos. Fazer o diagnóstico de ClasseII esquelética, dental ou dentoalveolar. Radiograficamente, na cefalometria as medidas Nperp-A, SNA, Co-A-Análise de Mcnamara, Profundidade Facial(NaPg-Frankfurt), comprimento Craniano Anterior-Análise de Ricketts. Saber identificar a classeII por rotação mandibular ou retrusão mandibular. Existem várias mecânicas para TRATAMENTO DE CLASSE II. A Mecãnica de ClasseII foi desenvolvida por Tweed, após o nivelamento e arcos ideais, preparo de ancoragem e paciente ainda está em Classe II, faz a mecânica de ClasseII. E a mecãnica consite em levar todos os dentes de uma vez para posterior e, consequentemente, precisa ancoragem. TRATAMENTO: Distalização de molar, AEB(aparelho extrabucal). Planejamento: retrusão maxilar(esquelética), independe da idade. plano de tratamento; em criança- ...
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Qualidade Óssea: O Que Significa e Como Mensurá-la? Juliet Compston- University of Cambridge School of Clinical Medicine, Cambridge CB2 2QQ, UK. A qualidade do osso compreende os aspectos da composição e estrutura óssea que contribuem para sua força, independentemente da densidade mineral óssea, as quais incluem:  *mineralização, microdanos e a composição da matriz óssea e mineral. Novas técnicas para avaliar estes componentes da qualidade óssea têm sido desenvolvidas e devem proporcionar importantes avanços para determinação do risco de fraturas nas doenças tratadas e não tratadas.   O QUE É QUALIDADE ÓSSEA? Resistência óssea é determinada pela massa óssea, a geometria e qualidade. Este último inclui vários aspectos da estrutura óssea e composição, incluindo a remodelação óssea, microarquitetura, o grau e distribuição de mineralização, o grau de microlesões e sua reparação e, finalmente, a composição da matriz óssea e mineral (figura 1). Esses componentes são amplamente i...
Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo Print ISSN 0103-0663 Rev Odontol Univ São Paulo vol.12 n.3 São Paulo July/Sept. 1998 Proteínas morfogenéticas ósseas: terapêutica molecular no processo de reparo tecidual Bone morphogenetic proteins: molecular approaches to tissue repair   Evelyn Almeida Lucas GONÇALVES * Sérgio Augusto Catanzaro GUIMARÃES *** Roberto Brandão GARCIA **     GONÇALVES, E.A.L.; GUIMARÃES, S.A.C.; GARCIA, R.B. Proteínas morfogenéticas ósseas: terapêutica molecular no processo de reparo tecidual. Rev Odontol Univ São Paulo , v. 12, n. 3, p. 299-304, jul./set. 1998. As pesquisas biomoleculares sobre o desenvolvimento e a reparação óssea permitiram a descoberta de uma nova família de proteínas reguladoras da formação óssea e cartilaginosa in vivo. Capazes de iniciar a neoformação óssea quando implantadas em sítios extra-ósseos, estas proteínas são denominadas de proteínas ósseas morfogenéticas ou BMPs. A purificação e a caracterização das BMP...

Zona Hialinizada

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Figura 1 Comparação de compressão e zonas de tensão. (A MEV), da reabsorção de crateras em um rato raiz do primeiro molar superior adjacente a uma zona de compressão com 40 cN da força ortodôntica por 5 dias. (B) SEM de um rato socket primeiro molar superior. Osteogênese em resposta a 40 cN de tensão ortodôntico para 5 dias pode ser visto como espículas ósseas que estende a tomada de cima da imagem O evento inicia-se com sítios inflamatórios no lado de compressão que é causada pela constrição da microvasculatura do ligamento periodontal, resultando em uma necrose focal, conhecida pela sua aparência histológica como hialinização e hiperemia compensatória no ligamento periodontal adjacente (Murrell et al. 1996 navios) e pulpar (Kvinnsland et al., 1989). Estes locais necróticas liberação de quimio diversos atractivos (Lindskog e Lilja, 1983) que desenham gigante, fagocíticas, multi-nucleadas, tartarato ácido-resistentes-phos phatase células positivas para a periferia da necrose do ligamen...

Fisiopatologia do Movimento Ortodôntico

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Fisiopatologia do Movimento Ortodôntico Ao contrário da erupção dentária, movimentação ortodôntica é um processo que combina as respostas fisiológicas e patológicas para as forças aplicadas externamente. Com a possível exceção , que em alguns aspectos se assemelha a erupção (King et al., 1991a), o movimento dentário ortodôntico é acompanhada por uma lesão reversível menor para o dente-tecidos de suporte. Sobreposta a esta é a adaptação fisiológica do osso alveolar de tensões mecânicas. Portanto, mecanismos inflamatórios relevantes precisam ser considerados, juntamente com a mecanotransdução esquelética para uma plena compreensão do movimento dentário ortodôntico. A evidência de lesão e sua resolução na movimentação ortodôntica serão consideradas nesta seção, e as teorias de mecanotransdução esquelética serão analisada separadamente, em uma seção posterior. Apesar dessas diferenças, uma semelhança em ambos os movimentos ortodônticos e erupção dentária é a exigência de uma intervenção de...

BIOMECÂNICA DA MOVIMENTAÇÃO ortodontica

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A compreensão da Física envolvida nos planejamentos e ajustes dos aparelhos ortodônticos permite um melhor domínio da mecânica aplicada,bem como a minimização dos efeitos colaterais inoportunos, eventualmente produzidos durante o tratamento. Alguns conceitos básicos devem ser revisados, para melhor entendimento da mecânica ortodôntica: - Centro de massa: é o ponto onde se “concentra” a massa de um corpo livre no espaço. A aplicação de uma força no centro de massa de um corpo de qualquer dimensão faz com que todos os pontos desse objeto se desloquem numa mesma direção e magnitude, constituindo o movimento de translação. Uma força aplicada fora deste ponto geraria no objeto um movimento de inclinação. - Centro de resistência (CRes): o dente, por sua vez, não está livre no espaço, a sua raiz é circundada pelas estruturas de sustentação do periodonto. Nesse caso, existe um ponto análogo que é denominado centro de resistência. Uma força simples, atuando no centro de resistência do dente, p...

Fechamento de espaços em ortodontia

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Introdução O fechamento de espaço das extrações dos elementos dentários pode ser realizado através do fechamento recíproco de espaço, retração dos dentes anteriores e movimento mesial dos molares. Na retração dos dentes anteriores, pode-se distalizar primeiramente o canino e posteriormente os incisivos (retração incisal) ou retrair todos os dentes anteriores de uma só vez (retração anterior). 2. Métodos de fechamento de espaço Existem várias possibilidades para o fechamento de espaço, as mais utilizadas são: * Arco com alças * Mecânica de deslize com força leve e contínua. 2. 1) Arcos com alça (Bull) Bull, H. L. em 1951 fez considerações sobre o uso de uma alça vertical a ser utilizada, que apresenta a base apical fechada onde os fios se tocam, exercendo pressão contra a outra e que se afasta gradativamente em direção ao ápice (forma gota d’agua invertida). Essa alça recebeu o nome do autor alça de Bull. A alça de Bull, apesar de ser muito estudada, apresenta ainda, uma limitação em vi...

RETRAÇÃO DO CANINO OU RETRAÇÃO PARCIAL

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Um dos movimentos ortodônticos mais comuns nos casos tratados com extração consiste na retração dos caninos. Esta pode ser dividida em duas categorias: mecânica com atrito ou de deslize,e mecânica sem atrito, realizada por meio da incorporação de alças ao arco. O movimento de retração desse dente pode ocorrer mediante inclinações e verticalizações da coroa e/ou raiz ou por um movimento de translação ou corpo. A mecânica de retração dos caninos sem atrito utiliza molas ou alças segmentadas que unem estes dentes aos molares e pré-molares. O posicionamento destas alças no espaço inter-braquetes e a presença ou não de pré-ativações ou efeito gable ditarão o tipo de movimento dos dentes e o controle radicular destes. REFERENCIA: 1. BURSTONE, C. J. The segmented arch approach to space closure. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 82, no. 5, p. 361-378, nov. 1982. 2. BURSTONE, C. J.; KOENIG, H. A. Optimizing anterior and canine retraction. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, ...

Alça de Retração helicoide

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Biomecânica de retração com alça helicoide É confeccionada no fio Aço 16x22 ou 17x25 ou 19x25. Realiza o efeito Gable - dobra na distal do helicoide- para evitar a extrusão dos dentes anteriores. Para evitar a inclinação usa-se o fio retangular que preenche todo o slot do braquet e impede que na movimentação o fio "rode" dentro do slot. Lembrando sempre a necesssidade de se ter ancoragem. Na retração superior utiliza-se ainda além dos dispositivos Barra Transpalatina, Botão de Nance etc., o Arco ExtraBucal no períopdo de 12 horas. Nesta mecânica o uso de elásticos em cadeia é contra-indicada, pois acentua o efeito de extrusão e inclinação dos dentes durante movimentação. A técnica MBT preconiza, nos tratamentos com extrações de pré-molares com apinhamento anterior realizar a retração em duas etapas. A primeira etapa, consiste na retração parcial dos caninos, com as retroligaduras (laceback), o suficiente para a obtenção de espaços para alinhar os dentes anteriores, não é p...